. Algo indigesto: indijazztão
Assim anda sendo a vida desse músico que vos escreve: a paixão que me traz a vida e ao mesmo tempo me sufoca, como um caminhão me pressionando no muro de um beco sem saída! Mas não é essa paixão que me sufoca, mas o fato de não receber nada por assim viver, e quando digo nada, é nada mesmo! As únicas coisas verdadeiramente minhas são meus instrumentos, meus talentos, minha música, EU MESMO! Pois assim é essa indijazztão: é aquela feijoada saborosa, acompanhada da couve, da farofa, mas que depois de saciar-nos de forma maravilhosa, nos pesa o estômago e nos faz perder o resto do dia. Como diz a música de Rafael Gallo, "Sou um peixe fora d'água, dessa água eu não bebo...", mas o que fazer se não existe nem essa ou qualquer outra água para eu beber?
Minha vida teve vário sentidos já. Cumpri cada uma das missões. Mas e quando sua existência, sua personalidade, o EU parecer ser algo desnecessário? E se assim não o é, por que não aparece retorno algum de tudo aquilo que faço? É como se um imenso buraco negro atraísse para si todas as minhas ações, ou que eu seja como um personagem de algum jogo, com o qual não há porque se preocupar, pois abrir o jogo e ele estará sempre lá. Mas não é assim, eu sou um ser, EU SOU O QUE SOU! Se tudo existe por um motivo, será que o motivo pelo qual existo é o de não representar COISA ALGUMA, embora eu quero dizer merda nenhuma?
Fica então aqui meu comentário sobre essas primeiras horas desse dia em que vivo. Vivo? Não sei até onde isso tem sido viver, afinal me parece que tenho vivido, falado, tocado, estudado para as paredes, e como elas são hipoativas, não tenho obtido muito retorno, mas "o pulso ainda pulsa".
E para relaxar, apreciem: http://www.youtube.com/watch?v=3j8tZjNsQe0

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