quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Série "O Código Aberto do Saxofone" 2. Notas Longas

Notas Longas


Os exercícios de notas longas são importantes para um aprimoramento no conhecimento do instrumento, devendo ser executados em toda a extensão do instrumento e em todas as tonalidades.


Objetivos do exercício
♪ Aquecimento;
♪ Aumento da capacidade respiratória;
♪ Fortalecimento muscular, proporcionando uma melhor embocadura e melhor sustentação da coluna de ar;
♪ Por se tratar de notas de grande duração, permite que o aluno faça uma auto-avaliação quanto ao seu timbre e sua satisfação em relação ao mesmo, além de um reconhecimento mais íntimo do instrumento.


Executando o exercício
♪ Mantenha uma textura sonora constante;
♪ Um afinador eletrônico ajuda a verificar a afinação e a constância na altura das notas.



Notas Longas

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Oleo (Miles Davis)

Otávio DelleVedove - Alto Saxophone

500 Miels High (Chick Corea)

Otávio DelleVedove - Soprano Saxophone

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Jupiter, Michael, Shelter

Estou tentando adquirir meu 3º saxofone, agora um tenor. Mas, como as ofertas de trabalho para um músico profissional vivendo no interior de São Paulo não são as mais atraentes ou econômicamente rentáveis, tenho que me consolar com os modelos básicos. Isso é algo complicado, pois não se encontram médicos fazendo cirurgias com "facões" ou "estiletes", mas é o que acontece com a maioria dos músicos, que dependem de seus instrumentos "facões" para sobreviver, e o mais impressionante é que eles conseguem transformar esses simples instrumentos, nos mais precisos e preciosos sons. Desabafo a parte, fui até algumas lojas aqui em Bauru-SP e experimentei 3 modelos de intrumentos:
. Júpiter série 500 - experimentei um novo, por volta de R$3.000,00, correspondeu as expectativas, som rico nas frequências médias, afinado, o mesmo timbre em todas as regiões; experimentei um da mesma série usado, cerca de R$2.000,00 com as mesmas características do novo, só com o timbre um pouco menos brilhante.
. Michael - instumento novo, por volta de R$ 2.000,00, na primeira oitava tudo bem, na segunda começou a complicar e quando cheguei nos super-agudos ficou desesperador, com algumas notas dando quase 1 tom de diferença.
. Shelter - instrumento novo, cerca de R$1.200,00 reais, uma ótima relação custo/benefício, basta um pouco de familiaridadade com o instrumento para dar uma afinada de leve em algumas notas, mas um instrumento bem fácil de tocarEnquanto não tenho meu Selmer Reference 54, vou me contentando com um desses saxofones, e uma boa boquilha é claro. Espero essas minhas "impressões" possam colaborar caso esteja querendo adquirir algum desses saxofones.

terça-feira, 22 de julho de 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Série "O Código Aberto do Saxofone" 1. A Embocadura - Produzindo Som



A Embocadura - Produzindo Som

Antes de começar a produzir o som no saxofone, é importante sabermos como fazê-lo de forma mais adequada. Deve-se começar a produzir som somente com a boquilha, sem o instrumento. Veja o procedimento a seguir:



Posicionar a palheta na boquilha verificando se as pontas de ambas estão alinhadas. Abra os lábios normalmente como se fosse colocar uma colher na boca. Com a boca entreaberta repousar a palheta sobre o lábio inferior. Após fechar os lábios, fazê-los com que fiquem pressionados de forma homogênea em volta da boquilha, como uma criança faz quando não quer comer. A força é exercida com os músculos faciais que estão ao redor da boca, formando um anel de força em volta da boquilha. Prestar atenção para não morder nem a palheta, nem o lábio inferior ou superior. Apoiar os dentes superiores na boquilha para estabilizar a embocadura na boquilha.



♪ Deve-se inspirar para começar a soprar. No início é necessário pressionar os lábios até que o som comece a ser produzido. Pode-se observar nesse momento que, uma vez produzido o som, ele tenderá a soar mais agudo à medida que a pressão dos lábios também aumentar. Diminuindo a pressão, o som se torna mais grave. A consciência desse efeito é importante para se controlar a afinação do instrumento. Outro fator importante para a afinação é a boa sustentação da coluna de ar que é enviada para o instrumento, feita através da contração do diafragma e dos músculos abdominais.



Ao produzir som, a pressão da coluna de ar deve ser sempre a mesma, tanto para a produção de notas agudas como notas graves. O lábio inferior quando alterado, resulta na mudança da abertura entre a ponta da boquilha e a ponta da palheta, e conseqüentemente, influência na quantidade de ar administrado para a câmara da boquilha.



Os sons graves são produzidos através do relaxamento e diminuição da pressão dos lábios sobre a boquilha. Na prática, basta deslizar o lábio inferior para frente da boquilha. Esse procedimento aumentará a abertura entre a boquilha e a palheta, sendo necessário que uma maior quantidade de ar seja enviada para a boquilha para a produção do som.



Para se produzir sons agudos, deve-se proceder de forma inversa à produção dos sons graves. Deve-se aplicar uma maior pressão dos lábios na boquilha, com o cuidado de não fechar a abertura entre a boquilha e a palheta, retraindo o lábio inferior. Nesse momento haverá uma maior pressão da coluna de ar, inibindo a passagem do ar, permitindo assim que se tenha um melhor controle sobre a coluna de ar devido a pouca quantidade de ar administrado para dentro da boquilha.



Deve-se tentar produzir os sons graves e agudos, no instrumento e na boquilha, seguindo o mesmo procedimento. O som produzido deve ser homogêneo, sem variação de altura, intensidade ou timbre.



Esses exercícios podem ser feitos em frente a um espelho, prestando atenção na posição natural dos lábios. Apesar da projeção e movimentação labial necessária para se conseguir dominar os sons graves e agudos, essa movimentação não deve acorrer de forma exagerada. Também é importante prestar atenção no ar que se armazena nas bochechas, isso faz que a coluna de ar perca a sua forma e o seu direcionamento, fazendo com a sua força seja distribuída nas paredes da bochecha.

Série: "O Código Aberto do Saxofone"



O termo “código aberto” é utilizado por programadores na área de informática para designar programas que possuem seu código de desenvolvimento livre, apto a receber alterações: o programa originalmente desenvolvido pode sofrer livremente alterações para ser adequado às necessidades de seus usuários. Dessa forma, “O Código Aberto do Saxofone – Guia para o ensino e aprendizado do saxofone”, tem originalmente a função de apresentar as áreas básicas primordiais do desenvolvimento no saxofone, sem no entanto, sistematizá-lo. Direcionado a professores e alunos, esse trabalho visa uma adequação dos conceitos básicos do estudo do saxofone às definições e posicionamentos dos que vierem a se utilizar dele. O método é não estabelecê-lo, mas sim, sugerir e instigar os educadores e estudantes de saxofone a desenvolverem uma didática própria que compreenda as necessidades de acordo com a situação.

terça-feira, 1 de julho de 2008

IndiJazzTao - O que é isso?

. Algo indigesto: indijazztão
Assim anda sendo a vida desse músico que vos escreve: a paixão que me traz a vida e ao mesmo tempo me sufoca, como um caminhão me pressionando no muro de um beco sem saída! Mas não é essa paixão que me sufoca, mas o fato de não receber nada por assim viver, e quando digo nada, é nada mesmo! As únicas coisas verdadeiramente minhas são meus instrumentos, meus talentos, minha música, EU MESMO! Pois assim é essa indijazztão: é aquela feijoada saborosa, acompanhada da couve, da farofa, mas que depois de saciar-nos de forma maravilhosa, nos pesa o estômago e nos faz perder o resto do dia. Como diz a música de Rafael Gallo, "Sou um peixe fora d'água, dessa água eu não bebo...", mas o que fazer se não existe nem essa ou qualquer outra água para eu beber?
Minha vida teve vário sentidos já. Cumpri cada uma das missões. Mas e quando sua existência, sua personalidade, o EU parecer ser algo desnecessário? E se assim não o é, por que não aparece retorno algum de tudo aquilo que faço? É como se um imenso buraco negro atraísse para si todas as minhas ações, ou que eu seja como um personagem de algum jogo, com o qual não há porque se preocupar, pois abrir o jogo e ele estará sempre lá. Mas não é assim, eu sou um ser, EU SOU O QUE SOU! Se tudo existe por um motivo, será que o motivo pelo qual existo é o de não representar COISA ALGUMA, embora eu quero dizer merda nenhuma?
Fica então aqui meu comentário sobre essas primeiras horas desse dia em que vivo. Vivo? Não sei até onde isso tem sido viver, afinal me parece que tenho vivido, falado, tocado, estudado para as paredes, e como elas são hipoativas, não tenho obtido muito retorno, mas "o pulso ainda pulsa".
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