sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Considerações Importantes sobre o aprendizado de um Instrumento Musical

 

Por: Marcelo Coelho e Otávio DelleVedove

     O artigo a seguir faz uma elucidação sobre a prática de estudo de um instrumento musical. Não se trata de exercícios técnicos, mas considerações importantes para que o estudante tenha um aproveitamento muito satisfatório durante o período de estudo. Este artigo é parte integrante do projeto de monografia “O Código Aberto do Saxofone: Guia para Ensino e Aprendizado do Saxofone” de Otávio Delevedove, orientado por Marcelo Coelho:

http://www.slrevistaeletronica.com.br/toquesetruques/2006/06_marcelocoelho.htm

O Código Aberto do Saxofone

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Teste de Boquilha: B&N 6

 

      Abaixo coloco algumas fotos desta boquilha que faz parte do meu setup para saxofone alto, mais dois vídeos com músicas de estilos diferentes que mostram quão versátil é essa B&N.

*obs1: clique nas imagens para ampliá-las

*obs2: quanto aos vídeos, creio que no momento da conversão para youtube, surgiu um ruído quando o som está mais intenso, mas que não irá comprometer a idéia de avaliar o timbre da boquilha

 B&N6 017 B&N6 003 B&N6 004 B&N6 005 B&N6 006 B&N6 007 B&N6 008 B&N6 009 B&N6 010 B&N6 011 B&N6 012 B&N6 013 B&N6 014 B&N6 015 B&N6 016

 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Prática Sincopada de Escalas

 

     A prática de escalas é algo tradicional numa rotina de prática e estudo musical, além de ser essencial para o desenvolvimento mecânico, motor e articulatório do músico. Muitas vezes essas escalas são praticadas com figuras ritimicas de valores idênticos durante todo o exercício, como por exemplo somente colcheias ou colcheias jazz.

     Assim quero deixar uma sugestão de figuração ritimica para prática de escalas, que é muito comum na música brasileira, e pouco explorada no estudo das escalas: 8 4 8.

     A escala escolhida para o exercício é a hexafônica, também conhecida como escala de tons inteiros. Por possuir 6 notas, essa escala permite uma fluência melódica ótima quando aplicada sobre a figuração sincopada citada acima. Essa escala tem uma ótima sonoridade quando aplicada sobre acordes dominantes alterados.

     Para aproveitar melhor o exercício, use sua criatividade e faça as seguintes variações:

. Pratique em todos os tons

. Pratique em toda a extensão do seu instrumento

. Pratique com diferentes formas de articulação

. Aumente gradualmente a velocidade de execução do exercício

 

*obs: Clique na imagem do exercício para ampliá-la

Prática Sincopada de Escalas

domingo, 4 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fabricantes de Boquilhas

Segue abaixo uma lista com os endereços eletrônicos dos principais fabricantes
de boquilhas:

1.Bari:bariwoodwind.com
2.Beechler:beechler.com
3.Berg Larsen:berglarsen.com
4.Dukoff:dukoff.com
5.Ivan Meyer:soprasax.com.br
6.Otto Link:saxplus.com/ottolink.html
7.Runyon: runyonproducts.com
8.Selmer: selmer.com
9.Ton Krisley:boquilhastonkrisley.com.br
10.Vandoren: vandoren.com
11.Everton:boquilhaseverton.com.br
12.Dave Guardala:www.bill-lewington.com/dguard.htm
13.Barkley:barkley.com.br
14.Rico Royal
15.Lexan: lexan.com.br
16.Jaf: www.musicalmarcatto.com.br/jaf
17.Meyer: saxplus.com/meyer.html
18.JodyJazzESP:pt.jodyjazz.com
19.Brancher:brancher-france.com
20.Lebayle:lebayle.com
21.Yanagisawa:www.yanagisawasax.co.jp
22.Claude Lakey:claudelakey.com
23.Lawton:www.bill-lewington.com/lawton.htm
24.Theo Wanne:theowanne.com
25.Phil Barone:philbarone.com
26.Yamaha:yamaha.com
27.François Louis:francois-louis.com

Meus agradecimentos a comunidade do Orkut "A Boquilha e boquilhas Sax", fonte e todos esses links.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dave Guardala Mouthpieces

Fonte: http://saxophone.co.uk
      Boquilhas de grande tradição, possui modelos feitos a mão ou a laser mas com um grande ponto em comum: sua poderosa e inconfundível sonoridade, tendo como um dos seus maiores adeptos, nosso saudoso Michael Brecker.

Modelos

. Crescent: seu modelo foi projetado com o som de "Coltrane" em mente. O som desta boquilha é reminiscente do álbum de John Coltrane “Crescent” de 1963. Caracterizada por  uma abertura ligeiramente menor da ponta (8) do que os outros modelos. Tem uma grande camara e um defletor leve.
 

. New Crescent: no fim dos anos 80 Dave projetou o modelo “New Crescent” com uma câmara maior para o som escuro do Bebop. Este modelo deve ser usado por aqueles que preferem o som o mais escuro. A abertura da ponta é .105 (8).

. Tenor Branford Marsalis: abertura .114 (8*) feita a mão,  à especificação de Branford Marsalis. É similar a Studio/Brecker, mas com um som mais escuro.

. Studio: um dos modelos mais populares, conhecido como modelo Brecker. Possui volume e ressonância tremendos e uma resposta de freqüência cheia e equilibrada. Este modelo incorpora um defletor elevado com uma câmara média. O som deste modelo é demonstrado claramente por Michael Brecker no período 1979-1982. O modelo “Studio” pode ser usado para todos os tipos de música.

. Tenor MBII: Este modelo é um híbrido do “Studio” e do modelo original de Brecker. Tem o defletor elevado do modelo “Studio” com a grande camara do modelo original de Brecker. Isto proporciona um aumento no volume e no brilho com uma grande facilidade ao se tocar. É ótima para os estilos contemporâneos de pop, rock e jazz. A abertura da ponta é .115 (8*).

. King: este modelo é caracterizado por um defletor elevado e uma câmara pequena. Modelado após a música de King Curtis (Sons de Detriot e do Texas combinados), é  um som poderoso e compacto. Pode ser usada nas mais variadas formas do jazz.

. Super King: Este modelo é uma variação do “King/R& B” com um defletor mais elevado. A câmara câmara foi alterada para se obter uma boa combinação com o defletor mais elevado. Deve ser usado quando se busca brilho e projeção extremos. É ideal para a música que contem instrumentos elétricos como no Fusion, Rock 'n' Roll e Pop contemporâneo. Abertura 9*.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Notas de Repouso

Mais uma vez o tema é improvisação. Sei que aqueles que estudam técnicas de improviso aprenderam que é preciso evitar a 4ª. A utilização de nenhuma nota é proibida, seja ela estranha ou não ao acorde ou a tonalidade do momento da execução, desde que a mesma seja nota de passagem, de curta duração. Mas esse tópico é sobre notas de repouso e não sobre notas de passagens.

Quando repousamos em uma nota temos sim que tomar cuidado com qual usar. Quando executamos uma nota por mais tempo, precisamos ser cautelosos na escolha dessa notas para tornar-mos os solos mais interessantes. Como regra geral, sempre repouse numa nota que esteja presente no acorde que está sendo executado no momento, independente dela ser parte ou não da tonalidade da música. Sim, é possível repousar em notas que não fazem parte do acorde, mas isso exige um conhecimento maior da harmonia para não cometer deslizes e o objetivo do tópico é facilitar a vida dos nossos músicos leitores.

Repousar em uma nota do acorde em execução é uma solução prática, rápida, sem chance de erros, mas que pode se tornar mais interessante quando observado o seguinte critério: a tensão que a nota de causa. Se você estiver improvisando num momento com muitas dissonantes, repousar sobre uma nota com pouca tensão irá gerar um contraste muito agradável. O contrário também é verdade, num momento de improviso muito consonante, repousar sobre uma nota do acorde mais tensa é uma boa opção. O esquema abaixo é bem prático para que se escolha a nota de repouso de acordo com a sua tensão:

1. Me utilizarei no exemplo do acorde "G9" - sol maior com sétima menor e nona. Note que na nomenclatura dos acordes, qualquer número que estiver acima de 7, indica que a sétima já está inclusa no acorde. Assim, não confunda "G9" com "Gadd9" - sol maior com nona adicionada.
2. Distribua as notas dos acorde através de uma oitava, tendo as quintas nas extremidades da seguinte forma:

   Mi   Fá   Sol     Si   Dó  
5ª         7ªm    T    9ª   3ª          5ª

3. Quanto mais próxima da tônica a nota de repouso estiver, mais tensa ela será, com exceção é claro da própria tônica que é onde se tem repouso absoluto. Assim se quiser repousar numa nota do acorde mais tensa, a 7ª é uma opção melhor que a 5ª. Se quiser repousar em uma nota menos tensa, a 3ª é uma opção melhor do que a 9ª.

Esse é um esquema visual prático para nos auxiliar na escolha das notas de repouso. Enviem suas dúvidas para Dellevedove@live.com.

Abraços, Otávio.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Desenvolvimento de Frases no Momento Improvisatório

Quando se pretende iniciar o estudo do improviso, geralmente as pessoas são intruídas a estudarem escalas, arpejos e sua aplicabilidade sobre acordes. Mas o fato de dominar tal conteúdo de forma teórica e prática, não garante o desenvolvimento de improvisos interessantes. Escalas e arpejos são apenas os ingredientes da receita do nosso bolo que é o improviso, e vamos considerar como a receita do bolo a harmonia (Acordes) de uma música.

Diferentemente de uma receita culinária, onde ja vem descrita a quantidade específica de cada ingrediente, numa “receita harmônica” não temos essas quantias e nem os ingredientes determinados, cabendo ao músico fazer esse trabalho no momento improvisatório. Por isso é importante o cuidado na seleção e quantidade do material musical a ser utilizado no improviso. Para que o bolo não fique muito pesado, sem graça, com gosto de farinha, é preciso equilibrar os ingredientes como escalas, arpejos, frases, dinâmica e rítmica.

Como é muito vasto o material disponível sobre escalas e arpejos, neste tópico quero dar uma sugestão quanto a uma maneira simples de desenvolvimento do seu vocabulário de frases musicais para posterior aplicabilidade no momento improvisatório. Essa sugestão é feita sobre uma das atividades que mais gostamos de fazer como músicos: tocar ou cantar nossas músicas preferidas.

Para começar selecione uma música que você ja toque ou que queira aprender. Uma vez selecionada, separe na música frases que para você possuem um estrutura melódica interessante:

Blog 1

Como vocês podem reparar, escolhi a música “Groovin’ High” e a frase escolhida por mim é a que está dentro do retângulo vermelho.

Uma vez selecionadas as frases, é necessário que as decore. Não decore simplesmente a sequência de notas,mas sim seus intervalos em relação a tonalidade do trecho em que a frase aparece:

Blog 2

No trecho da música em que a frase que selecionei aparece, o centro tonal está em fá maior, diferentemente da tonalidade inicial da música que está em mi bemol maior. Note que utilizei intervalos somente até a sétima com o único objetivo de facilitar a identificação dos mesmos.Estão baseados na tonalidade de fá maior.

A sequência dos intervalos (Números em vermelho), é sempre a mesma independente da tonalidade, assim basta aplicar essa sequência encontrada na tonalidade desejada que terá a sua frase aplicada. Então agora entra o momento da prática: após memorizada a sequência dos intervalos, execute-a em todos os tons. Você decorou apenas uma sequência de intervalos que irá aplicar em qualquer tom, ao invés de decorar doze maneiras diferentes de fazer a mesma frase, o que lhe economizou muito tempo de estudo.

O segundo estágio da prática consiste em você analisar o contexto harmônico em que sua frase aparece. Uma vez identificado tal contexto, sempre que o mesmo aparecer no momento improvisatório, você pode se utilizar da sua frase. Para saber o contexto é necessário que você saiba no mínimo a tonalidade do trecho em que ele aparece. Como ja disse anteriormente, o centro tonal do momento em que minha frase surge é de fá maior. Sobre a minha frase aparecem os acordes G-7 seguido de C7. Assim sempre que eu estiver improvisando em fá maior e aparecer a sequência de acordes “G-7  C7”, eu posso aplicar a minha frase. Outra forma é analisando a função harmônica desses acordes: percebemos que eles formam a famosa cadência “IIm7-V7”. Então sempre que tal cadência surgir eu posso me utilizar da minha frase, bastando para isso que eu verifique o centro tonal do momento para que a frase seja aplicada na tonalidade correta.

Resumindo:
1º: Selecione numa música  frases que lhe sejam interessantes
2º: Decore seus intervalos
3º: Pratique a fórmula dos intervalos em todas as tonalidades
4º: Identifique o contexto harmônico em que a frase aparece
5º: Pratique a frase nos 12 contextos harmônicos primários (Modulação exata)


Envie sua dúvida por e-mail para: DelleVedove@live.com
Abraços, Otávio.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Palhetas Vandoren

(Fonte: http://www.vandoren.com)

Clique nas imagens para ampliá-las

 
  
  
  
  
  
  
 

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Entrevista com Duo Sciotti (Derico e Sérgio Sciotti)


Entrevista com:
Duo Sciotti (Derico e Sérgio Sciotti)
O saxofonista Derico, do programa do Jô, já representa a família Yamaha a mais de dez anos, atualmente tem se apresentando com seu irmão Sérgio Sciotti, juntos eles formam o Duo Sciotti, Derico nos instrumentos de sopro e Sergio ao piano, a apresentação além de esbanjar qualidade, diverte.

Confira o vídeo com a entrevista da dupla, onde puderam falar um pouco sobre a preferência pelos instrumentos Yamaha, a relação com a empresa além de dicas valiosas.

Sax In The Beat

Sobre SAX IN THE BEAT (Fonte: http://www.myspace.com/saxinthebeat)

  

UM PROJETO ELEGANTE E CHEIO DE CHARME

Idealizado pelo DJ e produtor Edu Brussy, o label Sax in the Beat une as batidas da música eletrônica a sofisticação de instrumentos e a sensualidade do vocal feminino em intervenções pra lá de cool.
O músico espanhol Paolo Rodriguez – um show à parte no saxofone, flauta, sax soprano, teclado e guitarra – une-se à vocalista Karin Hils e sua voz marcante em uma presença de palco digna de uma Diva.
Um dos projetos mais conceituados do Brasil, e que já está tornando-se famoso internacionalmente,
o Sax in the Beat, lança a tour ‘'Sessions'', com elementos muito mais refinados.

 
  
 

"O Código Aberto do Saxofone" - Completo

Deixo disponível para vizualização e demais finalidades meu Trabalho de Conclusão de Curso "O Código Aberto do Saxofone"
 
 
  

RESUMO

O termo “código aberto” é utilizado por programadores na área de informática, para designar programas que possuem seu código fonte livre para receber alterações, ou seja, o programa originalmente desenvolvido, pode sofrer livremente alterações para ser adequado as necessidades de seus usuários. Dessa forma, “O Código Aberto do Saxofone – Guia para o ensino e aprendizado do saxofone”, tem originalmente a função de apresentar as áreas básicas primordiais do desenvolvimento no saxofone a professores e alunos desse instrumento, assim como seus respectivos posicionamentos e funções durante esse desenvolvimento, de forma que este trabalho não seja apenas seguido, mas adequado a cada um que vier a se utilizar dele.
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